* Deixando um pouco as dicas de lado para um registro pessoal*
Em 2010, a notícia de que mudaríamos de cidade caiu como uma bomba. Eu estava grávida do Theo e a ideia de ficar longe da família, de tirá-lo do convívio familiar, sair de casa pela primeira vez... tudo isso me assustou muito. Tivemos um ano para nos acostumarmos à ideia até chegar de fato a hora da mudança. O destino era Natal. Eu sempre disse que se algum dia tivesse que sair do Rio de Janeiro, que fosse para o Nordeste. Desejo atendido!
O início foi muito difícil: adaptação, 3 casas diferentes em 2 meses, bebê pequeno, marido viajando, família longe, fazendo novos amigos... A gente aprendeu a conviver com a saudade da família (e sim, é possível!), a ter uma vida simples, com o básico do básico, aprendeu que a geladeira não precisa ser Brastemp para funcionar, e por quê não comprar móveis usados? Afinal, nossa experiência potiguar duraria apenas 1 ano.
E assim vivemos, simples e felizes, simplesmente felizes, saudosos e aproveitando todas as oportunidades que surgiram. Em vez de olhar a mudança como uma coisa ruim, foi mais proveitoso enxergá-la como uma oportunidade. Oportunidade de conhecer outros lugares, pessoas, cultura, hábitos, culinária, viver no calor o ano inteiro e poder ter um 'ventinho' maravilhoso à disposição o dia todo (ah... como fará falta!). Calça comprida, o que é isso?





