30 maio 2014

Hotel Review | Fazenda Hotel Jatahy - Paraíba do Sul (RJ)

{Post atualizado em Janeiro/ 2017}

Confesso: eu tenho um caso de amor com o Jatahy! Ele era o destino certo de todo final de ano do passeio da escola, há alguns bons anos (melhor nem lembrar!). Mas mesmo tanto tempo depois, o bom e velho casarão continua lindo, firme e forte, preservando as memórias deste lugar tão incrível e de quem eu guardo as melhores recordações.


Depois dessa "fase escolar", estivemos lá mais duas vezes, na segunda vez já com o Theo. Aproveitamos que o aniversário do filhote é feriado no Rio de Janeiro e viajamos pra lá. Para ir para o Jatahy a gente tem que pegar a Rio - Petrópolis (BR - 040) - estrada com pedágios. Passar por Petrópolis é sinônimo de bater ponto na Casa do Alemão, e sexta-feira à noite estava lotada! Além do trânsito habitual do início do final de semana, neste dia chovia demais, e isso nos obrigou a reduzir bastante a velocidade. Nós não costumamos viajar à noite, mas o jantar fazia parte do pacote do feriado e, além disso, pensamos que seria mais proveitoso já acordar lá e aproveitar a manhã de sábado.

A piscina e o casarão principal
Chegamos ao hotel meia-noite, e o jantar era às 20h. Para nossa surpresa (e alegria!), separaram pra gente a sopa que serviram no jantar, o que caiu muito bem àquela altura. Achei esse cuidado muito legal, sem nem mesmo a gente pedir. [É importante lembrar que mesmo no verão, estava bem fresquinho por lá e cheguei até a colocar um casaquinho leve.]

3 anos do Theo!
O QUARTO
Os quartos do Jatahy são muito simples, clima de fazenda mesmo. Nosso quarto nos esperava com as janelas abertas e sem mosquitos; ao som dos grilos e da vaca mugindo. Eu adoro desacelerar de vez em quando e aqui é o lugar perfeito pra isso!


Para o Theo, poderíamos escolher entre o berço e a cama com grade; ficamos com a cama. Roupa de cama limpa, toalhas aparentemente novas, perfumadas e com o símbolo do hotel bordado, um cuidado diferente de quando fomos em 2009. Na cabeceira da cama de casal (e em todo o hotel), munição para noites sem luz: garrafas fazem as vezes de candelabro e as velas ficam de sobreaviso.


O frigobar com água gelada dá lugar à moringa de barro com água fresca. Flores naturais da própria fazenda enfeitam o quarto em um vaso simples e delicado.


Eu definiria o Jatahy como um lugar libertador, onde a gente pratica naturalmente o desapego e, quase sem perceber, abre mão de coisas que se fazem "imprescindíveis" na cidade grande. Lá a gente aprende que é possível a vida sem celular, relógio, internet, Instagram e Discovery Kids. O sinal do celular não é lá essas coisas, às vezes se consegue um pouquinho dentro do casarão. Mas quer saber? Nem fez tanta falta assim! O hotel oferece Wi-Fi, mas só pega perto da recepção. Se você não abre mão de televisão no quarto, esqueça. Aqui não tem TV no quarto e o bom mesmo é dormir cedo para aproveitar o dia seguinte, e já acordar com esse visual da janela do quarto!

Da janela lateral, do quarto de dormir...

Acordamos no sábado e fomos surpreendidos pela falta de luz, um problema frequente na região (meu pai passa o mesmo perrengue em Miguel Pereira) e que se estendeu até quase 20h. Fomos "forçados" a entrar com tudo no clima da fazenda e sobrevivemos à luz de velas, o que tornou a experiência bastante curiosa para o Theo e até divertida. Não chegou a ser um problema pra gente (o horário de verão ainda estava vigente). Às vezes é válido esse tipo de experiência para valorizarmos certas coisas.



CAFÉ DA MANHÃ
Café da manhã de hotel é sempre gostoso, de hotel fazenda então tem sempre aquele gostinho de infância, com aquele bolo caseiro feito com todo carinho dentro da grande cozinha. Mas no Jatahy o café da manhã tem um clássico que virou marca registrada do lugar, desde que eu frequentava com os passeios da escola: os famosos bolinhos de chuva com canela e açúcar. Nossa, foi muito bom comer esse bolinho e relembrar meus passeios pra lá com a turma do colégio! Impressionante como essas coisas simples marcam a vida da gente.

Café da manhã no casarão

RECREAÇÃO
Tinha um recreador chamado Danilo que fazia companhia às crianças, mas nada que ocupasse o dia todo com atividades muito elaboradas. E como o Theo ainda é pequeno, não aproveitou muito essa parte.

Pela manhã ele preferiu passear a cavalo em um grande gramado. Sua insistência e empolgação nos forçaram a encarar o medo quase um ano após o acidente com o pônei que sofremos em uma pracinha no Rio de Janeiro. Na ocasião a charrete estava quebrada, e por isso não nos restou outra alternativa! rs Graças a Deus deu tudo certo, mas acho que o medo sempre nos acompanhará.

Tô rindo mas tô com medo! Ha!
Aliás, para quem curte, o hotel organiza cavalgadas com os hóspedes (pago à parte), só não esqueça de levar calça comprida. E também um chapéu e protetor solar, porque o sol é violento!

Minha mãe se preparando para cavalgar

Depois fomos visitar os cavalos no centro hípico do hotel. São mais de 40 cavalos e alguns potrinhos que tinham acabado de chegar para aumentar a família. Só achei uma pena não ter mais a ordenha; era uma distração boa e educativa para crianças. #voltaordenha
OBS: após escrever este post, a Dona Célia, lá do hotel, entrou em contato e informou que a ordenha voltou! Viva! :)


Depois voltamos para a área do casarão e, enquanto o Theo corria na areia da quadra de vôlei e brincava no parquinho de madeira, as crianças maiores jogavam vôlei na piscina com o recreador.


ALMOÇO
O almoço começa a ser servido às 13h30. Para tapear a fome, o bar da piscina serve belisquetes e bebidas, pagos à parte. Crianças e idosos têm preferência e podem solicitar a refeição um pouco mais cedo. O momento mais esperado é quando a Priscila aparece na janela do casarão e toca o sino: "tá na mesa, pessoal!"


Subimos para o refeitório e um cardápio mineirim nos aguardava: carne de porco, couve, quiabo, farofa, além de iscas de frango, purê de batatas gratinado e saladas. Tudo bem simples mas muito gostoso e bem temperado.

Depois de todas essas calorias ainda havia doces caseiros de carambola, abóbora e goiabada, tudo feito lá mesmo com muito sabor.


Para curar tanta comilança, só mesmo uma rede!

JANTAR
O jantar do sábado foi dedicado às massas, mas sempre tem uma sopinha para acompanhar.


Para quem quer um pouco de contato com o mundo aqui fora, no casarão principal tem uma sala de televisão, que acaba sendo o ponto de encontro dos hóspedes após o jantar.


Enquanto a maioria via a novela, eu aproveitei para bisbilhotar vários livros com histórias da região, verdadeiras relíquias. Sempre me interessei muito pela história dos barões de café, da evolução das cidades e da importância da estrada de ferro para cidades do sul fluminense, interesse despertado inicialmente por Miguel Pereira, a terra do meu pai. [Se você também gosta dessas histórias, visite meu primeiro blog, dedicado a Miguel Pereira. Ele não é mais atualizado, mas tem um acervo histórico muito rico sobre a região]



TODO MUNDO ESPERA ALGUMA COISA...
No sábado à noite, depois do jantar, rolou uma música ao vivo muito boa, daquelas que a gente não quer nem voltar para o quarto. Cantei músicas que há tempos não cantava e foi muito legal, nostalgia pura! Theo não resistiu e dormiu no colo, sem nem se preocupar com o som. Sempre tem atividades em feriados prolongados, férias (tem colônia de férias), e isso é bacana porque promove a integração entre os hóspedes, que em sua maioria são visitantes frequentes do hotel, ou seja, "já são de casa" e velhos conhecidos dos funcionários.

Musiquinha pra fechar a noite

DOMINGO É DIA DE...
... churrasco! Nosso almoço de domingo foi um churrasco na beira da piscina, já que segunda era feriado. Melhor, impossível! É muito bom visitar o hotel durante o verão, pois o sol nos permite aproveitar bastante o dia, que acaba ficando mais longo por conta do horário de verão, e à noite sempre dá aquela refrescada agradável. Agora, no inverno... PRE-PA-RA! É beeeem frio!



QUANDO UM HOTEL SABE AGRADAR, CONQUISTA
Nem precisaria tanto para eu falar bem do Jatahy, mas em nossa última visita ele me ganhou de vez! Como eles sabiam que era aniversário do Theo no feriado, último dia do pacote, eles prepararam um bolo de chocolate surpresa delicioso pra ele, para cantarmos parabéns depois do almoço, antes de partir.

3 aninhos passaram voando...

Nem preciso dizer o quanto amamos esse carinho de toda a equipe do Jatahy. Esses agrados fazem toda a diferença, e é por isso que a gente se sente tão em casa quando vai pra lá. E o Theo então, nossa, ele ficou extremamente feliz com o parabéns surpresa! :)

Para quem está procurando um hotel fazenda, essa é uma dica de um hotel fazenda mesmo, sem luxo nem muitas interferências na essência do lugar. Se você quer brinquedoteca, recreadores, piscina aquecida, copa baby e 1001 atividades, aqui você não vai encontrar. Mas se você busca um bom atendimento, comida caseira, preço justo, uma cama confortável em meio à natureza, espaço para seu filho brincar e correr à vontade, silêncio e um pouco de paz, aqui é o seu lugar.

E para quem gosta de festas juninas, no dia 31 de maio a festança já começa por lá, e vai até julho! Oba!

Atualização - Janeiro/ 2017
Depois que escrevi o post acima, em 2014, já estivemos no Jatahy pelos menos mais umas 3 vezes. Mais duas vezes no verão e uma outra no inverno, para curtir a tradicional festa junina no meio do mato.

Acabamos de voltar de lá e temos novidades: agora o hotel conta com um gerador, o que evitará aquela falta de luz que vira e mexe atrapalhava (mas eu até que gostava! rs) e o wi-fi, com uso limitado de dados por dia, funciona em uma área maior do hotel.

Está cada vez mais lindo, e eu sempre volto cada vez mais apaixonada por lá.

De noite na fazenda...

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Fazenda Hotel Jatahy
Cavaru - Paraíba do Sul (RJ)
Reservas e informações pelo telefone: (24) 2263-6400 | reservas@jatahy.com.br
www.jatahy.com.br
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2 comentários:

  1. Karla....conheci JATAHY na barriga de minha mãe; meu irmão, 8 anos mais velho que eu, começou a andar em JATAHY. Amo esse lugar, onde aproveitei a minha infancia e mais ainda, depois de casada, com filhos e agora ( já descasada), vendo meus netos aproveitarem agora tb, todo esse carinho. Celia, Gilda, Dedete, Naná,,,Saudades do tio Peixoto e tia Beatriz! Muito bom ler tudo o que vc escreveu. Posso assinar embaixo????rsrsrs Bjs pra vcs e Theo

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  2. Nossa adorei o post , e vou sim visitar esse hotel fazenda , adoro lugares assim simples mas com uma essência toda especial , sinto a mesma coisa quando visito meu cantinho favorito que é a pousada 3 coqueiros ilha grande- Angra longe da agitação uma pousada simples também sem tv no quarto e com comidinha maravilhosa , é tão bom visitar lugares assim né.

    abraços
    Kely Montarroyos
    http://viveremtribo.blogspot.com.br/

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